Atitudes infantis face aos cuidados de saúde e perceção de dor: papel mediador dos medos médicos

AUTOR(ES)
FONTE

Ciênc. saúde coletiva

DATA DE PUBLICAÇÃO

2014-07

RESUMO

O presente estudo pretende contribuir para a compreensão das atitudes e opiniões das crianças acerca dos cuidados de saúde, com enfoque nos procedimentos médicos, instituições e eficácia dos profissionais. Participaram no estudo 381 crianças, recrutadas em diversas instituições escolares da área de Lisboa. As atitudes mais negativas foram atribuídas às instituições, enquanto as mais positivas incidiram na eficácia dos profissionais. Os procedimentos médicos foram considerados menos dolorosos comparativamente aos potenciais acidentes do quotidiano. Os níveis mais elevados de dor percebida foram reportados pelas crianças do sexo feminino e pelas do 1º ciclo de escolaridade. Os medos médicos mediaram significativamente a relação entre a perceção de dor e as atitudes infantis face aos cuidados de saúde. A maior perceção de dor mostrou estar associada a atitudes mais negativas, porém, esta relação ficou enfraquecida quando contemplados os medos infantis face a temáticas médicas. Em suma, é fundamental poder avaliar as atitudes infantis face aos cuidados de saúde, o que poderá contribuir para o desenvolvimento de programas de intervenção no âmbito da promoção de comportamentos.This study sought to contribute to a better understanding of children's attitudes and opinions regarding health care, mainly in terms of medical procedures, institutions and the efficacy of health professionals. The sample included 381 children, recruited from different schools in Lisbon. The more negative attitudes were attributed to institutions, while positive attitudes were related to the efficacy of health professionals. Medical procedures were considered less painful compared to potential day-to-day accidents. Higher levels of pain were reported by children of the female sex and by children during the primary education phase. Medical fears mediated the relationship between the perception of pain and children's attitudes with respect to health care. Higher levels of pain perception were seen to be related to more negative attitudes regarding health care. However, this relationship was diminished when children's fears about medical issues were contemplated. In conclusion, a translated instrument to assess children's attitudes regarding health care is needed, as it may even contribute to the development of intervention programs within the scope of the promotion of attitudes towards health care.

ASSUNTO(S)

health sciences

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