Aleitamento materno em crianças de 0 a 59 meses no Estado de Pernambuco, Brasil, segundo o peso ao nascer

AUTOR(ES)
FONTE

Ciênc. saúde coletiva

DATA DE PUBLICAÇÃO

2014-07

RESUMO

Objetivou-se descrever e analisar a prática do aleitamento materno em crianças menores de cinco anos no estado de Pernambuco, em 2006, segundo o peso ao nascer. Estudo transversal, com amostra de 1.595 crianças. Utilizou-se o teste chi-quadrado de Pearson para analisar associações bivariadas e a regressão de Poisson para o ajustamento de modelo multivariado dos fatores condicionantes ao aleitamento exclusivo > 4 meses, segundo o peso ao nascer. Verificou-se que a realização do pré-natal e o número de consultas beneficiaram as crianças que nasceram com peso > 2.500g, quando comparadas aos casos com peso < 2.500g (baixo peso ao nascer - BPN). Não houve diferença estatística nas classificações do aleitamento materno, segundo o peso ao nascer. As variáveis anos de estudo formal e tipo de parto apresentaram-se associadas ao grupo de BPN, enquanto que para as crianças com peso > 2.500g foram detectadas associações com as variáveis renda per capita, espaço geográfico, orientação sobre aleitamento materno no pré-natal e sexo das crianças. O grupo de crianças BPN não foi favorecido quanto às recomendações referentes ao aleitamento materno, bem como foram diferentes os resultados das relações das variáveis que permaneceram nos dois grupos representando os modelos finais de análises multivariadas.The scope of this paper was to describe and analyze the practice of breastfeeding in children under five years of age in the state of Pernambuco, in 2006 in accordance with birth weight. It involved a cross-sectional study with a sample of 1,595 children. The chi square test was used to examine bivariate associations and Poisson regression was applied for multivariate adjustment of conditioning factors to exclusive breastfeeding > 4 months, according to birth weight. It was found that the practice of prenatal care and number of visits benefited children born weighing > 2,500 gram, compared to those with birth weight < 2,500 g (low birth weight - LBW). There was no statistical difference in the ratings of breastfeeding, according to birth weight. The years of formal study and type of delivery variables were linked to the group associated with LBW, while for children weighing > 2,500 g associations with the per capita income, geographical area, guidance on breastfeeding during prenatal care and sex of the children variables were detected. The group of LBW children did not benefit from recommendations regarding breastfeeding and also the results from the relations of the variables that remained in the two groups were different, representing the final models of the multivariate analyses.

ASSUNTO(S)

health sciences

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